segunda-feira, 6 de maio de 2013

PARA O 6º ANO "A"

Soneto a quatro-mãos

Tudo de amor que existe em mim foi dado
Tudo que fala em mim de amor foi dito
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.

Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.

Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.

Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.

Vinícius de Moraes

PARA O 6º ANO "B"

SONETO 23

Como no palco o ator que é imperfeito
Faz mal o seu papel só por temor,
Ou quem, por ter repleto de ódio o peito
Vê o coração quebrar-se num tremor,

Em mim, por timidez, fica omitido
O rito mais solene da paixão;
E o meu amor eu vejo enfraquecido,
Vergado pela própria dimensão.

Seja meu livro então minha eloqüência,
Arauto mudo do que diz meu peito,
Que implora amor e busca recompensa

Mais que a língua que mais o tenha feito.
Saiba ler o que escreve o amor calado:
Ouvir com os olhos é do amor o fado.

 William Shakespeare

PARA O 6º ANO "C"

SONETO ANTIGO

Responder a perguntas não respondo.
Perguntas impossíveis não pergunto.
Só do que sei de mim aos outros conto:
de mim, atravessada pelo mundo.

Toda a minha experiência, o meu estudo,
sou eu mesma que, em solidão paciente,
recolho do que em mim observo e escuto
muda lição, que ninguém mais entende.

O que sou vale mais do que o meu canto.
Apenas em linguagem vou dizendo
caminhos invisíveis por onde ando.

Tudo é secreto e de remoto exemplo.
Todos ouvimos, longe, o apelo do Anjo.
E todos somos pura flor de vento.

 Cecília Meireles

PARA O 6º "D"

SONETO DA SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

 Vinícius de Moraes

PARA O 6º ANO "E"

Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de Moraes

quarta-feira, 1 de maio de 2013

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES



LÍNGUA PORTUGUESA – 1º ANO ‘J” & “K”
 
TRABALHO I - ACENTUAÇÃO GRÁFICA (2.0)
(Pág. 307-323) 
30.04.13 → divisão dos grupos
03.05.13 → execução
07.05.13 → apresentação
14.05.13 → entrega das atividades (individual)
 
 
PROVA: 5.0 
SEMANA DE PROVAS (17.06 - 24.06)
TODO O CONTEÚDO DO TRABALHO I
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS (Pág. 324-343)
 
TRABALHO II: 2.0
FUNÇÕES SINTÁTICAS DO SUBSTANTIVO E DO ADJETIVO
(Pág. 344-363)
 
SIMULADO POR INSCRIÇÃO
CONTEÚDO: TRABALHO I + CONTEÚDO DA PROVA
 
OBS: TODA A ATIVIDADE REFERENTE AOS TRABALHOS DEVERÁ 
SER ENTREGUE EM FOLHAS AVULSAS.


ARTES – 1º ANO “K”

LITERATURA PORTUGUESA

*TROVADORISMO: 1.5
(Pág.56-74)
30.04.13→ divisão de grupos
07.05.13 → execução
14.05.13 → apresentação I
21.05.13 → entrega de atividades (individual).

*HUMANISMO: 1.5
(Pág.75-98)
21.05.13 → divisão de grupos
28.05.13 → execução
04.06.13 → apresentação II
11.06.13 → entrega de atividades (individual).

2º bimestre





segunda-feira, 29 de abril de 2013

FEIRA DE POESIA



LÍNGUA PORTUGUESA – 6º ANO
AULA 01 – INTRODUÇÃO À LITERATURA

Literatura não é só um monte de antiguidades, também não são apenas aqueles livros que se estudam na escola. Ela é viva, dinâmica, que faz parte da vida da gente.
A linguagem serve para nos comunicarmos, e também para transmitir experiências, ideias e emoções do ser humano. É nesse último sentido que ela é utilizada pela literatura. Ela oferece muitas possibilidades para o escritor, entre muitas escolhas, ele pode escrever em prosa ou em verso.
A prosa é a forma mais comum de linguagem: as frases se seguem umas às outras, separadas por sinais de pontuação e divididas em parágrafos. Os romances e contos costumam ser escritos em prosa.
Os poemas, por outro lado, são escritos em verso. Chama-se “verso” a cada linha de um poema. Agrupam-se em “estrofes” e, dentro de cada estrofe, alguns versos costumam rimar entre si. Rimar significa que os sons ao final de cada verso se repetem de uma maneira fixa.
O soneto é um tipo de poema de forma rígida, pois, para compô-lo, o poeta deve seguir, dentre outras prescrições, uma espécie de fórmula: dois quartetos (estrofes com quatro versos) e dois tercetos (estrofes com três versos).


ATIVIDADE
  1. Com que a literatura não pode ser confundida?
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  1. Em que sentido a linguagem é usada pela literatura?
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  1. Quais as duas formas que temos para escrever literatura?
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  1. O que é uma estrofe?
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  1. Como podem ser escritos os poemas?
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AULA 02 – POEMA & POESIA

Poema é a forma para expressar sentimentos, podemos expor oralmente ou por escrito. Quando escrito, pode ser distribuído em versos (cada linha de um poema), e quando falado, pode ter rimas.
Então, o poema é um texto (tudo que transmite mensagem) que contém poesia.
Poesia é abstração, os sentimentos revelados no texto.

SONORIDADE DO POEMA - BARULHINHO BOM

A linguagem também tem um lado musical, e os poetas, particularmente, costumam explorar a sonoridade das palavras.
A repetição de um mesmo som no decorrer de alguns versos, por exemplo, pode resultar num curioso efeito, como o que se vê no poema Violões que choram, de Cruz e Sousa:


Vozes, veladas, veludosas, vozes
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices vorazes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas...

A essas repetições de consoantes nos versos, chamamos aliteração.

Efeito semelhante é encontrado também no poema A onda, de Manuel Bandeira, onde verificamos a ocorrência de assonância que é a repetição de vogais dentro do poema.


A onda anda
aonde anda
a onda?
a onda ainda
ainda onda
ainda anda
aonde?
aonde?
a onda a onda

E que tal esse pequeno poema de Paulo Leminsk?


De som a som
ensino o silêncio
a ser sibilino
de sino em sino
o silêncio ao som
ensino

ATIVIDADE
  1. Qual a diferença entre poema e poesia?
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  1. O que podemos chamar de “verso”?
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  1. O que é aliteração?
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  1. Como identificamos uma assonância?
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  1. Transcreva, do poema de Paulo Leminsk, as palavras que têm assonâncias e aliterações.
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AULA 03 - RIMAS

RIMAS EXTERNAS

Rima externa é uma constante da repetição da última vogal tônica do verso e dos fonemas que a seguem.

Cruzada ou alternada – ABAB

Minha desgraça não é ser poeta.
Nem na terra de amor não ter um eco,
É meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco.
Álvares de Azevedo

Interpolada ou intercalada – ABBA

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Augusto dos Anjos

Emparelhada – AABB

Aos que me dão lugar no bonde
E que conheço não sei de onde,
Aos que me dizem terno adeus
Sem que lhes saiba os nomes seus
CDA
 
SONETO
Caracterizado como um poema de 14 versos, tradicionalmente dois quartetos e dois tercetos.

ATIVIDADE
* Faça a classificação das rimas externas no poema abaixo:



DEFEITO

Amo-te desde o dia em que te vi
Pela primeira vez e, desde o dia
Em que ouvi tua voz, te conheci,
Decidi que, sem ti, não viveria.

Preso à tua bondade, não senti
Que amizade, entre nós, era o que havia;
Quanto amor procurei, tanto insisti,
Que te perdi, no afã dessa mania.


Sofro por te querer. Nem é direito
Tanto ter que sofrer enquanto vais.
Difícil é te esquecer, não querer mais.

Culpa dessa paixão que invade o peito,
E aperta um coração meio sem jeito,
Nesse defeito meu de amar demais.

Bernardo Trancoso



“Nada posso lhe dar que já não existam em você mesmo.
Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma.
Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave.
Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.”
HERMANN HESSE

Gelsiany Passos
Língua portuguesa
 

UMA AULA DE ARTE NA PRÁTICA

  Em 12 de maio iniciamos os trabalhos de confecção do baralho com o  1º Ano 'B'.  A segunda etapa será a escolha dos verbos no modo...